Uma Agricultura de Futuro e um Futuro na Agricultura



Nuno Vieira e Brito - Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar

Portugal vive hoje um novo período na sua Agricultura. Uma nova visão de agricultor, que agradavelmente se confunde e interliga com o de empresário agrícola; mais jovens qualificados; processos e procedimentos tecnologicamente mais avançados; o aproximar às especificidades do mercado e do consumidor; a aposta na tecnologia e na inovação; as preocupações com a segurança alimentar e a sua visão junto do consumidor, enfim, uma dinâmica no sector que tem contribuído positivamente para a economia nacional.

Muito para além da importância económica, a valorização pessoal, profissional e social do empresário agrícola estimula e promove uma cultura de conhecimento, qualidade e inovação, que pode ser (e é) suportada pelas políticas de apoio ao investimento, hoje bem utilizadas e criadoras de mais riqueza. É nesta valorização, que o desafio na continuidade que o novo programa quadro comunitário, desde que devidamente aprofundado, poderá ter um papel determinante na sustentabilidade do crescimento do sector agrário.

Queremos mais gente ligada à produção agrícola e agroalimentar, que empenhadamente produza mais e melhor, sem perder o referencial cultural e histórico que faz dos produtos nacionais, um património inestimável e que nos permite uma produção diferenciadora, reconhecida internacionalmente. 

Nesta conjuntura, torna-se essencial que se congreguem sinergias, que também elas serão apoiadas pelo novo programa quadro comunitário, no sentido de criar massa crítica e maior escala. Simultaneamente devem ser encontrados os parceiros que estimulem a cultura do conhecimento, a partilha do mesmo concebendo novas abordagem de mercado.

Saudamos, pois, um novo portal que privilegie a informação, o debate, a inovação e o conhecimento. Mais ainda no sector animal que tem muito para crescer, no objetivo da obtenção da autossuficiência (em valor) que o Governo inscreveu no seu programa. A promoção da produção, as formas de comercialização, a tecnologia agroindustrial, o mercado internacional, a inovação e, em especial, a criação de centros de competências em áreas tão determinantes como o leite e a carne são obrigações de todos os que se interessam pelo sector, desde os que criam e determinam as políticas, aos técnicos, às Universidades e Politécnicos e sobretudo às empresas e empresários agrícolas. 

 

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Fonte: Nuno Vieira e Brito - Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar
Data de publicação: 2013-11-12 22:09:34

        

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